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Uganda

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Republic of Uganda
Jamhuri ya Uganda

República do Uganda
Bandeira de Uganda
Brasão de armas de Uganda
Bandeira Brasão
Lema: "For God and My Country" ("Por Deus e Meu País")
Hino nacional: "Oh Uganda, Land of Beauty" ("Oh Uganda, Terra da Beleza")
Gentílico: ugandense, ugandês(a)[1]

Localização  República de Uganda

Capital Kampala
0° 19' N 32° 35' E
Cidade mais populosa Kampala
Língua oficial Inglês e suaíli
Governo República presidencialista
 - Presidente Yoweri Museveni
 - Primeiro-Ministro Apolo Nsibambi
Independência da Reino Unido 
 - Data 9 de julho de 1962 
Área  
 - Total 241 038 km² (78.º)
 - Água (%) 15,39
 Fronteira Sudão (N), Quênia (E), Tanzânia, Ruanda (S), e República Democrática do Congo (W)
População  
 - Estimativa de 2008 31 367 972 hab. (39.º)
 - Densidade 115 hab./km² (65.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2007
 - Total US$ : 31,470 bilhões (97.º)
 - Per capita US$ : 939 (163.º)
Indicadores sociais
 - Gini (2002) 45,7[2]  – alto
 - IDH (2007) 0,514[3] (157.º) – médio
 - Esper. de vida 51,5 anos (173.º)
 - Mort. infantil 76,9/mil nasc. (168.º)
 - Alfabetização 66,8% (144.º)
Moeda Xelim do Uganda (RWF)
Fuso horário (UTC+3)
 - Verão (DST) não observado (UTC+3)
Clima Tropical
Org. internacionais ONU, UA, COMESA, IGAD, Comunidade das Nações
Cód. ISO UGX
Cód. Internet .ug
Cód. telef. +256
Website governamental http://www.myuganda.co.ug/govt/

Mapa  República de Uganda

Uganda é um país africano, limitado a norte pelo Sudão, a leste pelo Quênia, a sul pela Tanzânia e por Ruanda e a oeste pela República Democrática do Congo. A sua capital é Kampala.

Índice

História

O rico planalto entre os dois ramos do Vale do Rift foi habitado por bantus e nilotas desde tempos imemoriais e, quando os árabes e europeus ali chegaram, no século XIX, encontraram vários reinos, aparentemente fundados no século XVI, o maior e mais importante dos quais era o ainda existente Buganda. Esta área foi, em 1888, concedida à Companhia Britânica da África Oriental e, em 1894, o reino do Buganda tornou-se um protectorado do Reino Unido.

Depois de várias manobras, por parte dos britânicos, realizaram-se eleições a 1 de Março de 1961 e Benedicto Kiwanuka tornou-se Ministro-Chefe - (Similar ao Primeiro Ministro Britânico, porem, totalmente dependente da Coroa) de Uganda, ainda como uma commonwealth e tornou-se independente em 9 de Outubro de 1962.

Nos anos seguintes, verificou-se uma luta política entre os apoiantes de um estado centralizado, em vez da federação vigente baseada nos reinos. Como resultado, em Fevereiro de 1966, o então Primeiro Ministro Apollo Milton Obote - ( Seu nome completo é esse, porem é mais conhecido como Milton Obote) suspendeu a constituição, assumiu todos os poderes e depôs o Presidente e o Vice-Presidente. Em Setembro de 1967, uma nova constituição proclamou Uganda como uma república, deu ao presidente poderes adicionais e aboliu os reinos tradicionais.

Em 1971, Idi Amin tomou o poder num golpe de estado e dirigiu o país como um ditador durante quase uma década, expulsou os residentes de origem indiana e promoveu o assassinato de um número estimado em cerca de 300 000 ugandeses. O seu regime terminou com a invasão de um exército de rebeldes, apoiados pela Tanzânia em 1979 e multidões de ugandeses jubilantes, encheram as ruas para comemorar.

Depois deste contra-golpe, a Frente Nacional de Libertação de Uganda formou um governo interino, com Yusuf Lule como presidente, que adoptou um sistema ministerial de administração e criou um órgão quase parlamentar, a Comissão Consultiva Nacional (NCC), mas este órgão e o gabinete de Lule tinham visões políticas diferentes e, em Junho de 1979, o NCC substituiu Lule por Godfrey Binaisa. A disputa continuou sobre os poderes do presidente interino, Binaisa foi afastado em maio de 1980 e Uganda passou a ser governado por uma comissão militar dirigida por Paulo Muwanga.

Em Dezembro de 1980, foram realizadas eleições, que levaram de novo à presidência Obote, que era vice-presidente de Muwanga. No período que se seguiu, as forças de segurança estabeleceram um dos piores recordes de violações direitos humanos do mundo. Nos seus esforços para terminar com uma rebelião liderada por Yoweri Museveni e o seu Exército de Resistência Nacional (“National Resistance Army” ou NRA), eles praticamente destruiram uma parte substancial do país, especialmente na área de Luwero, a norte de Kampala.

Em 27 de Julho de 1985, uma brigada do exército composta por Acholi (uma das etnias do Uganda) e comandada pelo Brigadeiro Bazilio Olara Okello e o General-de-Exército Tito Okello (não são parentes) tomou Kampala e proclamou novamente um governo militar.

Obote exilou-se na Zâmbia e o novo regime, dirigido pelo anterior comandante das forças de defesa, o General Tito Okello, iniciou negociações com Museveni, prometendo melhorar o respeito pelos direitos humanos, acabar com os conflitos entre tribos e organizar eleições livres e justas. No entanto, os massacres continuaram uma vez que Okello tentava destruir o NRA e seus apoiantes.

Apesar de negociações em Nairobi, sob a mediação do Presidente queniano Daniel arap Moi, terem chegado a um acordo de cessar-fogo, o NRA continuou a lutar e, em Janeiro de 1986, capturou Kampala, forcando as forças de Okello a fugirem para o Sudão e colocando Museveni como presidente. Este acabou com os abusos aos direitos humanos, iniciou uma política de liberalização e de liberdade de imprensa e estabeleceu acordos com o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e com vários países.

Museveni foi democraticamente eleito em 1996, quando concorreu contra Paul Ssemogere, líder do Partido Democrático, tendo recebido 75% dos votos.

Geografia

Mapa hidrográfico de Uganda.

Território coberto por savanas e selvas equatoriais de altitude, com grande número de rios e lagos, localizado em uma região de planaltos e montanhas no centro-leste do continente africano.

Uganda está dividida em duas regiões de montanhas entre os ramos Ocidental e Oriental do Vale do Rift. No centro, segue-se o Vale do Alto Nilo, saindo do Lago Victoria (Nilo Victoria), formando o Lago Kyoga, e seguindo para desaguar no Lago Alberto, a noroeste. Desse lago, o rio segue para o norte (Nilo Albert), em direção à fronteira com o Sudão, onde passa a ser denominado Nilo Branco.

Nas montanhas a oeste, dividindo a fronteira com a República Democrática do Congo, erguem-se os Montes Ruwenzori, um maciço montanhoso de vários picos nevados, com 5.109 metros de altitude no Monte Stanley ou Monte Margarida (Margherita), o ponto mais alto do país e o terceiro de toda África, abaixo ao Kilimanjaro e ao Monte Quénia (primeiro e segundo respectivamente). Ao sudoeste, na divisa com Rwanda e também com a República Democrática do Congo, encontram-se os Montes Virunga com picos de mais de 3.000 metros de altitude e formações vulcânicas ativas. Estes dois perfis geológicos são consequência da atividade tectônica do Vale do Rift.

A leste, na fronteira com Quênia, localiza-se o Monte Elgon com 4.321 metros em seu ponto mais alto. É um vulcão extinto em um maciço vulcânico, com outros sub-cones numa área aproximada de 3.500 km², ramificado da cadeia marginal do Vale do Rift Oriental.

Por ser uma região de relevo acidentado e vales profundos e extensos no centro e sul, a pluviosidade é abundante, por consequência da umidade das florestas equatoriais. Períodos de estiagem regulares acontecem mais ao norte e nordeste, onde predominam as savanas.

Demografia

Uganda tem cerca de 24 milhões de habitantes, vivendo principalmente à beira dos Grandes Lagos Africanos que este país partilha. Estão listadas 39 línguas africanas, dos grupos bantu e nilóticas, entre as quais, a mais falada (por cerca de 16% da população, de acordo com o Ethnologue – Languages of Uganda) é a língua “ganda” ou luGanda, relativa ao principal grupo étnico deste país, os buGanda. Outras línguas faladas pelos residentes no Uganda são o inglês (língua oficial), o kiSwahili e línguas indianas.

Uganda tem sido outro dos países do centro da África que não evitou enfrentamentos e guerras civis. Estes afetaram as manifestações culturais e os restos de um passado colonial. As expressões regionais mais fortes vem dos habitantes de sempre: os buganda, cuja dinastia se remonta ao século XV de nossa era. Entre as construções mais importantes têm os túmulos Kasubi, com os enormes edifícios dos kabaka, reis do povo Buganda.

O artesanato, em todas as modalidades é outro dos aspectos culturais a serem resgatados em Uganda.

Política

A política do Uganda tem lugar num quadro de uma república democrática representativa presidencial, segundo a qual o Presidente do Uganda é simultaneamente chefe de Estado e chefe de Governo, e de um sistema multipartidário. O poder executivo é exercido pelo governo. O poder legislativo é investido tanto no governo como no parlamento, a Assembleia Nacional.

O sufrágio é universal, para os cidadãos maiores de 18 anos. Entre 1986 e 2005 houve uma proibição de política multipardária.

Subdivisões

Regiões de Uganda.

O Uganda está dividida geograficamente em 4 regiões divididas administrativamente em 80 distritos:

  1. Região Central
  2. Região Leste
  3. Região Norte
  4. Região Oeste

Economia

Kampala, capital do país.

Uganda tem importantes recursos naturais, incluindo solos férteis, chuvas regulares e razoáveis depósitos minerais de cobre e cobalto. A agricultura é o principal setor da economia, empregando cerca de 80% da força de trabalho. O café é o principal produto agrícola exportado. Desde 1986 o governo - com a ajuda de organismos internacionais - tenta reabilitar a economia, através de reforma monetária, do aumento das exportações (auxiliado também pela alta dos preços dos derivados do petróleo) e melhoria dos salários do funcionalismo público.

No ano 2000 Uganda qualificou-se para o programa de ajuda aos países pobres altamente endividados, recebendo o perdão de US$ 1,3 bilhão de sua dívida externa, e do Clube de Paris o perdão de outros 145 milhões de dólares.

Cultura

Referências

Ligações externas

Ver também

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